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Tolerâncias dimensionais em usinagem: o que pedir no desenho técnico

15 de janeiro de 20265 min de leitura
Tolerâncias dimensionais em usinagem: o que pedir no desenho técnico

Tolerância é o intervalo aceitável de variação de uma medida. Especificar tolerâncias certas reduz custo, evita retrabalho e garante que a peça funcione conforme o projeto.

Tolerâncias gerais (ISO 2768)

Quando não há indicação específica, aplica-se a norma ISO 2768. As classes mais comuns são:

  • ISO 2768-f (fina): ±0,1 mm para dimensões até 30 mm
  • ISO 2768-m (média): ±0,2 mm para dimensões até 30 mm
  • ISO 2768-c (grossa): ±0,5 mm para dimensões até 30 mm

Quando usar tolerância apertada

Apenas em superfícies funcionais — encaixes, rolamentos, vedações. Apertar tolerância onde não há função aumenta custo sem benefício real.

Tolerâncias geométricas (GD&T)

  • Planicidade: para superfícies de apoio
  • Cilindricidade: para eixos e furos críticos
  • Perpendicularidade: entre faces de referência
  • Concentricidade: entre diâmetros relacionados
  • Posição: para furos de fixação

Acabamento superficial (Ra)

  • Ra 6,3: superfícies não funcionais
  • Ra 3,2: superfícies usinadas padrão
  • Ra 1,6: superfícies de encaixe
  • Ra 0,8: superfícies de vedação
  • Ra 0,4 ou menor: superfícies espelhadas (requer polimento)
Na MJV trabalhamos rotineiramente com tolerâncias de até 0,01 mm. Envie seu desenho técnico e nossa engenharia avalia a melhor rota de fabricação.

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